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sábado, 18 de setembro de 2010

Usina solar do Brasil

O Rio Grande do Norte vai abrigar a maior usina fotovoltaica (energia solar) do País. Ela será instalada no pólo industrial de Guamaré, a 165 quilômetros de Natal; e tem expectativa de gerar 80 megawatts de energia elétrica. Toda essa energia será usada para alimentar a Unidade Experimental de Biodiesel que também está instalada no pólo de Guamaré. O investimento, de acordo com a Unidade de Negócios para o Rio Grande do Norte e Ceará (UN-RNCE) é de R$ 710.400,00. Ao todo serão instalados 956 placas para absorver a luz do sol.

De acordo com a Petrobras, a instalação dos painéis solar
es deve estar concluída até o final deste ano. Essa iniciativa será desenvolvida como projeto do Núcleo de Energias Renováveis da Petrobras, cujo coordenador é Henrique Landa. Ele explicou que a quantidade de painéis que compõem a usina são o destaque do projeto. E que futuramente a energia gerada será usada em outros projetos da Petrobras no Estado. “”Em uma fase seguinte, vamos utilizar também a energia térmica para aquecer o fluido utilizado na produção da Unidade de Tratamento e Processamento de Fluídos (UTPF) economizando o gás que hoje é queimado”.

A energia fotovoltaica tem sido utilizada cada vez mais pela Petrobras em diversas unidades pelo Brasil. Em algumas plataformas desabitadas, a energia solar substituiu o diesel na alimentação dos dispositivos de medição e monitoramento. No RN, um exemplo está em Mossoró, onde a unidade de bombeamento do primeiro poço produtor do Estado (dentro do hotel Thermas) funciona movida a energia solar.

Henrique landa explicou que por se tratarem de painéis solares de alta capacidade, a temperatura nas placas pode chegar a até 200 graus (quando estiverem funcionando com todo potencial). Atualmente, os painéis estão armazenados no pólo de Guamaré, prontos para começar a serem montados. Esse projeto de exploração de energia solar contempla ainda a possibilidade de parte dessa potência ser disponibilizada para as indústrias potiguares interessadas na produção de energia elétrica a partir do calor do sol. “Visamos, em uma fase seguinte, o uso dessa tecnologia para a indústria. É a possibilidade de produzir energia elétrica sem queimar um combustível fóssil”, disse.

De acordo com o gerente de executivo de Desenvolvimento Energético da Petrobras (em nível nacional), Mozart Schmitt, o interesse da empresa em desenvolver esse tipo de energia ocorre por conta do alto potencial que o país, e principalmente o Nordeste, possuem. “Nós temos olhado com atenção os potenciais da energia solar, a gente sabe que temos altos índices de insolação. A gente tem estudado alguns projetos para termossolares, isso é viável hoje economicamente, porém a competitividade de projetos de geração de energia elétrica a partir do aquecimento solar, hoje ainda não existe por aqui”, explicou.

A exemplo da energia eólica, o Rio Grande do Norte também é muito bem servido de energia solar. O Estado tem cerca de 300 dias (ou mais) de sol, cada um deles com aproximadamente 10 horas de sol visível. Apesar da abundância, este tipo de energia não é explorada em larga escala no Estado (nem no Brasil). No Rio Grande do Norte, o uso mais comum ainda é por hotéis e pousadas como forma de reduzir os custos relativos a energia elétrica.

Em geral, as placas são usadas para aquecimento da água usada pelos hospedes. A economia gira em torno de 30%. O sistema de captação de energia solar é composto por painéis que captam a luz e transferem seu calor para a água armazenada num reservatório chamado “boiler”. E época de chuva, esse tipo de aquecimento tem de ser auxiliado com energia elétrica. Para aquecer água usada numa residência com quatro moradores, são necessários cerca de 4 metros quadrados de painéis.

sábado, 4 de setembro de 2010

Candiota III está pronta



A Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) entregará no dia 20 de setembro a usina termelétrica Candiota III (Fase C) e já planeja iniciar nos próximos anos a construção da Fase D com duas unidades geradoras de 300 ou 350 megawatts (MW) cada. A conclusão das obras no município de Candiota está perto do fim: 92% do total já estão finalizados. Segundo o presidente da estatal, ligada à Eletrobras, Sereno Chaise, a usina de Candiota III está com 92% das obras globais concluídas. O investimento total previsto é de R$ 1,3 bilhão. Chaise atribuiu o atraso de pouco mais de sete meses na entrega da obra, prevista para janeiro, à demora na aprovação do projeto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), à chuva excessiva ocorrida em novembro de 2009 e à greve de 22 dias que paralisou a obra.

Até a sua entrada em operação comercial, Candiota III deverá executar testes dos equipamentos. O teste da pressão da caldeira aconteceu em junho. O primeiro acendimento da caldeira com óleo (combustível auxiliar) será em 20 de agosto, o acendimento da caldeira com carvão (combustível principal), para 9 de setembro, e a entrada em operação em 20 de setembro.

domingo, 2 de maio de 2010

Cargueiro à vela

Energia eólica é a energia obtida pelo movimento do ar (vento). É uma abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares, apesar de seu alto custo para implantação.
Com a corrida frenética em busca de energia, muitos países e setores da indústria procuram novas formas – mais baratas e limpas – de obter energia. Em todo o mundo a energia eólica vem ganhando espaço. Na Espanha, por exemplo, em um dia de ventos mais fortes, cerca de 40% (cerca de 9.800 megawatts) do país é abastecido exclusivamente por esse tipo de energia.
Outro grande exemplo da utilização da energia dos ventos é o MS BELUGA SKYSAILS. Um cargueiro parcialmente movido por um kite (vide foto) que tem como objetivo principal reduzir os custos com combustível. Em sua primeira viagem, da Alemanha à Venezuela, o cargueiro conseguiu uma redução no consumo de combustível de até 35%, dependendo das condições do vento.



O transporte marítimo é um dos principais vilões da emissão de CO2 lançados na atmosfera. Ultimamente, a frota mercante tem sido criticada por não fazer o suficiente para combater o aquecimento global. De todo o CO2 lançado na atmosfera, 4% provém de navios, mais até do que a indústria da aviação.

Fonte: www.energiaeficiente.com.br

Cidade abastecida pelo vento

Apesar de ser o país mais contestado no mundo em termos ambientais, os EUA é um grande celeiro de boas novidades.
A mais recente notícia vem de Rock Port, no estado de Missouri. Rock Port se tornou a primeira cidade americana a ter toda sua eletricidade advinda de geradores eólicos. A construção é uma parceria entre Wind Capital Group e a John Deere Wind Energy, duas empresas especializadas em financiar projetos rurais por todo os EUA.
A nova construção tem capacidade para gerar 5 megawatts por dia e tem como expectativa gerar 16 milhões de Kwh de eletricidade por ano.
A independência energética de Rock Port tem sido invejada por muitas outras cidades no mundo. A energia gerada pelo vento é uma das grandes apostas para solucionar boa parte dos problemas energéticos e ambientais. Apesar de se tratar de uma cidade pequena (cerca de 1.400 pessoas), a iniciativa é louvável e ecologicamente correta.
Fonte: www.energiaeficiente.com.br/

Energia Eólica excedente vai ser usada em carros elétricos

As baterias dos carros elétricos vão servir para armazenar a energia eólica excedente na Dinamarca, acabando com o desperdício. Em 2020, a Dinamarca espera produzir mais da metade de sua energia através dos ventos. Os carros elétricos, cujo potencial o país também pretende explorar, é outra medida adotada para diminuir as emissões de CO2.
O que a energia eólica e os carros elétricos têm a ver?
Toda a energia excedente advinda dos ventos será canalizada para as baterias dos carros, armazenando o excesso de energia produzida. Para isso o país está construindo uma estrutura operacional que deve estar vigente em 2011.
“O ideal seria armazenar o excesso para usar para quando não há vento, mas como não conseguimos fazê-lo, vamos usá-lo nas baterias dos carros e nas bombas de calor (equipamentos que transformam a eletricidade em calor)”, afirmou Peter Jorgensen, da Energinet, a empresa dinamarquesa que gerencia os sistemas de eletricidade e gás natural
Os carros vão ter um sistema de navegação avançado que mostrará a rede de estações de troca e postos de carregamento e indicará quando é necessário carregar a bateria.
No entanto, o preço destes serviços ainda está por definir. “Ainda estamos a trabalhar nisso, mas será muito mais barato do que guiar um carro a gasolina. Daqui a seis ou doze meses já teremos novidades”, garantiu o responsável da Better Place dinamarquesa, Jens Moberg.
Os carros elétricos vão também potenciar energias alternativas, como a eólica, que pode ser usada para carregar os carros durante a noite quando o consumo de eletricidade é menor.
A Better Place estima que, se os 2,2 milhões de automóveis dinamarqueses movidos a combustíveis fósseis forem substituídos por veículos elétricos serão necessárias 700 turbinas eólicas para os alimentar.
Nos postos de carregamento das baterias, que vão estar instalados nas cidades, junto das habitações e dos empregos, será necessário esperar cerca de duas horas para voltar a usar o carro, mas se o automobilista optar pelas estações de troca de baterias, o processo não vai demorar mais do que 40 segundos.
Os veículos elétricos e o aumento do potencial eólico permitirão reduzir fortemente as emissões de gases com efeito de estufa na Dinamarca.
Um carro a gasolina ou a diesel emite pelo menos quatro toneladas de dióxido de carbono num ano, por cada 20 mil quilômetros.

Toyota Prius: Híbrido de eletricidade e gasolina

Fonte: www.energiaeficiente.com.br

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Turbina Eólica Residencial

Parque Eólico de Osório e o Meio Ambiente

Meio Ambiente
Os benefícios dos Parques Eólicos de Osório contemplam o meio ambiente como um todo.
Além de evitar a emissão de 148.325 toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente por ano (tCO2/ano) de geração de energia, o empreendimento também preserva a flora e a fauna dos campos onde se situam, assim como as atividades produtivas da região onde estão instalados.
Projeto de grande riqueza ambiental e cultural, os Parques Eólicos de Osório mobilizam uma série de atividades de melhoria de qualidade de vida e da sociedade.
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um dos mecanismos de flexibilização criados pelo Protocolo de Kyoto (em vigor desde 2005) para estimular os países desenvolvidos a reduzirem as emissões de gases estufa, através de investimentos ambientalmente responsáveis em países em desenvolvimento.
O MDL permite a determinados países – como Alemanha, Japão e Países Baixos, por exemplo – gerar ou comprar reduções certificadas de emissões de projetos em países em desenvolvimento. Em contrapartida, estes países tem acesso a recursos financeiros e tecnologias.

Ao comprovar o abatimento da emissão de gases estufa pela produção de energia limpa, os Parques Eólicos de Osório se credenciaram para realizar um projeto de créditos de carbono, na modalidade MDL, de acordo com as regras do Protocolo de Kyoto. Em dezembro de 2006, o projeto recebeu o registro no Comitê Executivo de Mudanças Climáticas da ONU e já encontram em plena operação comercial.
Fonte: Ventos do Sul Energia

Parque Eólico de Osório

O parque eólico de Osório é um parque de produção de energia eólica na cidade de Osório, RS. É composto por 75 torres de aerogeradores de 98 metros de altura e 810 toneladas de peso cada uma, podendo ser vistas da auto-estrada BR-290 (Free-Way), RS-030 e de praticamente todos os bairros da cidade.
O parque tem uma capacidade instalada estimada em 150 MW (energia capaz de atender uma cidade de 700 mil habitantes), sendo a maior usina eólica da América Latina. O fator de capacidade médio dos parques eólicos de Osório é de 34%, o que significa dizer que ele produz, em média, 34% da capacidade total instalada. A média mundial deste fator é de 30%.
O Parque de Osório é um empreendimento da Ventos do Sul Energia, pertencente à espanhola Enerfin/Enervento (Grupo Elecnor) com 90%, à alemã Wobben com 9% e à brasileira CIP Brasil, com 1%. O empreendimento envolveu um aporte de R$ 670 milhões, dos quais 69% financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Dentro do parque eólico estão sendo construídos 24 km de estradas.







Fonte: http://pt.wikipedia.org/

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Armazenamento da Energia Elétrica (Energia Eólica)

A energia eólica pode ser convertida em diversas outras formas de energia através de aerogeradores ou aeromotores que podem atuar em conjunto com outros sistemas. Essa diferenciação entre “aerogeradores” e “aeromotores” é feita pelo tipo de energia que será produzida, ou convertida, pela turbina eólica para uso final: se for gerada algum tipo de energia mecânica, dizemos que é um aeromotor, se for gerada energia elétrica, dizemos que é um aerogerador.

Entretanto, a energia dos ventos não é constante (em alguns períodos do ano venta muito, em outras quase não há ventos) por isso, quando a demanda por energia é constante, é necessário utilizar mecanismos para armazenar, de forma indireta, a energia dos ventos, ou seja, a energia gerada na forma elétrica ou mecânica. Assim, nas ocasiões em que a produção de energia pelas turbinas for maior que a demanda pode-se armazenar o excedente para usar quando a situação se inverter. Digamos que esta seja uma forma de não “desperdiçar” a energia produzida.
Podemos dividir as formas de armazenamento indireto da energia eólica em dois grupos: mecânicas e elétricas. A diferença entre ambas, é que na primeira (mecânica) são utilizados mecanismos que usam forças de natureza mecânica para realizar o armazenamento e, na segunda (elétrica), é usado o excedente da eletricidade gerada pela turbina para acionar os mecanismos de armazenamento.

No caso da energia elétrica temos o inconveniente de que ela não pode ser armazenada como “energia elétrica”. Então são usados alguns mecanismos para armazená-la sob outras formas. Veja a seguir os mecanismos mais utilizados e alguns exemplos de como podem armazenar energia:

- Bateria: a bateria é um conjunto de células eletroquímicas capazes de armazenar a energia eólica – elétrica sob a forma de energia química. Existem basicamente dois tipos de baterias eletroquímicas: as recarregáveis e as não-recarregáveis. As baterias recarregáveis são aquelas onde é possível reverter as reações de oxidação-redução dos componentes químicos da bateria para que se possa gerar energia novamente; e as não-recarregáveis, são aquelas onde não é possível (ou é muito difícil) reverter a reação. As primeiras é que são usadas para o armazenamento da energia eólica (elétrica), pois, uma vez que a bateria foi usada pode-se recarregá-la usando o excedente produzido pela turbina.



- Geração de H2: a energia eólica – elétrica pode ser convertida e depois armazenada sob a forma de energia química do hidrogênio. A conversão se dá pelo processo de eletrólise da água, quando as moléculas de água são separadas, pela ação de corrente elétrica, em átomos de hidrogênio e oxigênio e liberam energia. O hidrogênio, então, poderá ser armazenado para posterior utilização em células combustíveis (que recombinam o oxigênio do ar com o hidrogênio para gerar eletricidade) de três formas diferentes: comprimido e engarrafado, liquefeito e armazenado em garrafas isoladas termicamente ou absorvido em hidratos metálicos.



- Calor: o armazenamento do excedente da energia eólica – elétrica sob a forma de calor (energia térmica) pode ser feito com o uso de resistores. Os resistores são componentes que transportam corrente elétrica e ao fazê-lo se aquecem liberando calor. Os resistores podem usados, por exemplo, para aquecer água que ficará armazenada em um recipiente térmico ou na forma de vapor, a fim de que o calor possa ser usado novamente mais tarde.


- Motor-bomba: nesta forma de armazenamento o que se faz é usar a energia elétrica produzida pelo sistema eólico para alimentar uma bomba, movida a eletricidade, que irá transportar a água de um corpo hídrico para um reservatório em determinada altura. A energia ficará então, armazenada sob a forma de energia potencial da massa de água armazenada que, quando for necessário será liberada e poderá acionar uma turbina geradora de eletricidade (parecido com uma usina hidrelétrica só que em proporções menores).


- Motor-compressor: o motor compressor é um mecanismo que permite o armazenamento da energia eólica – elétrica na forma de energia potencial do ar comprimido que pode ser armazenado em um recipiente próprio para posterior utilização no acionamento de turbinas gerando, novamente, eletricidade.


- Motor-volante: o volante (também chamado de flywheel), é uma roda que armazena a energia através do movimento giratório (energia cinética) por tempo “indeterminado” (baseado na lei da conservação da energia a roda em movimento tende a permanecer em movimento desde que não sofra a ação de nenhuma força contrária. Na flywheel existem mecanismos que anulam as forças contrárias então, enquanto eles se mantiverem íntegros o volante continuará girando.). A diferença entre o motor-volante e o volante-mecânico é somente a forma de “dar a partida”: no primeiro, usa-se a energia elétrica para acionar o movimento do volante e no segundo usa-se a energia mecânica.

Fonte: NETO, P. A. B. Energia Eólica, UFLA/FAEPE, Lavras.

http://www.fem.unicamp.br

http://www.cresesb.cepel.br

A formação dos ventos

O vento, que é o deslocamento de uma massa de ar, ocorre quando duas massas de ar de densidades diferentes (pressões diferentes) se interagem. Aparece um fluxo de ar da região de maior pressão para a região de menor pressão até estabilizar as pressões entre essas regiões.

A força que leva o ar de uma alta para uma baixa pressão é chamada de gradiente de pressão. Esse é o processo inicial de formação dos ventos. Quando o vento começa a tomar velocidade aparece a interferência da rotação da Terra.

Se a Terra não girasse, o ar sopraria diretamente da alta para a baixa pressão. Isso realmente ocorre no movimento do ar em pequena escala, mas quando ele se move sobre uma grande distância, é desviado devido a rotação da Terra sobre seu eixo.

domingo, 11 de abril de 2010

Energia eólica no Brasil não depende apenas do vento

A falta de inovação tecnológica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do setor de energia eólica no Brasil, de acordo com Ivonice Campos, diretora executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEE).
No Brasil:
O setor de energia eólica está em franca expansão mundial e dá seus primeiros passos no Brasil, onde o potencial energético total é de 143 mil megawatts - praticamente o dobro da potência instalada atualmente no país.
"Temos muito ainda a fazer do ponto de vista tecnológico para tornar a energia eólica competitiva. Precisamos desenvolver tecnologias de torres, de pás, geradores e componentes", disse à Agência FAPESP a engenheira, que também é secretária executiva do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).
Segundo Ivonice, o setor está em plena expansão: em 2006, dos US$ 70 bilhões investidos no mundo em energias renováveis, 35% corresponderam à energia eólica. "O Brasil tem uma grande vantagem competitiva no setor, por ter 70% da população concentrada na faixa litorânea. E nosso maior potencial está nos litorais do Sul e do Nordeste, exatamente nas extremidades do Sistema Interligado Nacional de energia", disse.
Turbinas e Sensores
De acordo com a engenheira, diversas iniciativas estão sendo tomadas em universidades e centros de pesquisa brasileiros para o setor. A mais nova delas é o Centro de Excelência em Energia Eólica inaugurado no último dia 8 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
"O centro conta com novas instalações, instrumentos e túneis de vento para avaliar o desempenho de turbinas eólicas e calibrar sensores que medem a velocidade do vento", disse.
Novas Turbinas
O centro já apresentou resultados do desenvolvimento de novos modelos de turbinas eólicas de eixo vertical com a instalação de uma unidade para testes em Imbé, no Rio Grande do Sul. A turbina tem um rotor que trabalha com o vento em todas as direções, além de ter um gerador elétrico fixado no nível do solo, facilitando o acesso à manutenção.
Questões Legais
Além da tecnologia, o desenvolvimento do mercado de energia eólica no país precisa, segundo Ivonice, de uma mudança nas modalidades contratuais. "Precisamos de um modelo semelhante ao das hidrelétricas, com prazos de contratos de 20 a 30 anos, com realização de contratos em blocos anuais. As condições de financiamento também devem ser semelhantes às das hidrelétricas", disse.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/

Tipos de Turbinas Eólicas

Turbinas eólicas de eixo horizontal:


Podem ser de uma, duas, três, quatro pás ou multipás. A de uma pá requer um contrapeso para eliminar a vibração. As de duas pás são mais usadas por serem fortes, simples e mais baratas do que as de três pás. As de três pás, no entanto, distribui as tensões melhor quando a máquina gira durante as mudanças de direção do vento. As multipás não são muito usadas, pois são menos.




Turbinas eólicas do eixo vertical:

Não são muito usadas, pois o aproveitamento do vento é menor. As mais comuns são três: SAVONIUS, DARRIEUS E MOLINETE.



Fonte: www.vitruvius.com.br/

Energia Eólica

O que é?
A energia eólica é a energia obtida pelo movimento do ar (vento). É uma abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares.
Os moinhos de vento foram inventados na Pérsia, no século V. Eles foram usados para bombear água para irrigação. Os mecanismos básicos de um moinho de vento não mudaram desde entao: O vento atinge uma hélice que ao movimentar-se gira um eixo que impulsiona uma bomba (gerador de elericidade)

Energia e Meio Ambiente
A energia eólica é considerada a energia mais limpa do planeta, disponível em diversos lugares e em diferentes intensidades, uma boa alternativa às energias não-renovaveis.

Impactos e Problemas
Apesar de não queimarem combustíveis fósseis e não emitirem poluentes, fazendas eólicas não são totalmente desprovidas de impactos ambientais. Elas alteram paisagens com suas torres e hélices e podem ameaçar pássaros se forem instaladas em rotas de migração. Emitem um certo nível de ruído (de baixa frequência), que pode causar algum incômodo.
Além disso, podem causar interferências na transmissão de televisão.
O custo dos geradores eólicos é elevado, porém o vento é uma fonte inesgotável de energia.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br